(21) 2018-0408 Clínica São Vicente da Gávea — Rio de Janeiro
Tratamento 02

Doença
Arterial

Aterosclerose dos membros inferiores: redução progressiva do fluxo sanguíneo por placas que podem evoluir para oclusão arterial completa.

Dor na perna associada à doença arterial periférica
Doença ArterialA redução do fluxo arterial nas pernas exige diagnóstico precoce.

O que é

A doença arterial dos membros inferiores é causada pelo acúmulo de placas ateroscleróticas nas artérias que levam sangue às pernas. Essas placas reduzem progressivamente o calibre dos vasos e o fluxo sanguíneo, podendo, em casos avançados, ocasionar bloqueio arterial completo.

Trata-se de uma manifestação local de uma doença sistêmica — a aterosclerose — que também pode acometer artérias coronárias, carótidas e renais.

A doença arterial periférica é um marcador importante de risco cardiovascular: muitos pacientes têm acometimento simultâneo das artérias do coração ou do cérebro.

Sintomas e sinais

Os sintomas evoluem de acordo com o grau de obstrução:

  • Claudicação intermitente: dor ou cãibra na panturrilha (ou coxa) ao caminhar uma certa distância, que melhora com o repouso
  • Dor em repouso: em quadros mais avançados, dor nas pernas mesmo deitado, especialmente à noite
  • Diminuição da temperatura da pele e palidez nos membros
  • Atrofia muscular e queda de pelos na perna comprometida
  • Demora na cicatrização de feridas e úlceras isquêmicas
  • Em casos críticos, gangrena dos dedos ou pés

Fatores de risco

  • Tabagismo — o fator de risco mais relevante
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão arterial
  • Dislipidemia (colesterol elevado)
  • Idade acima de 60 anos
  • Sedentarismo e obesidade
  • História familiar de doença arterial precoce

Diagnóstico

A avaliação começa com a consulta clínica e exame físico cuidadoso, com palpação dos pulsos arteriais e análise da pele. Os exames complementares incluem:

  • Índice tornozelo-braquial (ITB): medida simples e útil para confirmar a doença
  • Ultrassom Doppler arterial: avalia o fluxo e identifica os locais de estreitamento
  • Angiotomografia ou angiorressonância: imagens detalhadas das artérias
  • Angiografia: exame contrastado, geralmente realizado já com finalidade terapêutica
Sinal de alerta

Dor ao caminhar que melhora com o repouso pode ser claudicação intermitente. Procure avaliação especializada — o diagnóstico precoce muda o prognóstico.

Tratamento

1. Modificação dos fatores de risco

Cessação do tabagismo, controle rigoroso de pressão arterial, glicemia e colesterol, e atividade física supervisionada são pilares fundamentais.

2. Tratamento clínico

Medicamentos antiagregantes plaquetários, estatinas e drogas específicas para melhorar a perfusão muscular durante a caminhada.

3. Angioplastia e stent

Procedimento endovascular minimamente invasivo: um cateter é inserido na artéria, um balão dilata a região estreita e, se necessário, um stent mantém a artéria aberta.

4. Cirurgia de revascularização

Em casos de obstrução extensa, criação de uma ponte (bypass) com enxerto sintético ou veia do próprio paciente, restaurando o fluxo sanguíneo.

Cuidados contínuos

Após o tratamento, o acompanhamento regular é essencial: a aterosclerose é uma doença crônica e o objetivo é prevenir progressão e novos eventos. Caminhada supervisionada, controle metabólico e revisões periódicas com ultrassom Doppler fazem parte da rotina.

Avaliação especializada para doença arterial com diagnóstico no local.

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